O elétrico do Porto é mais do que uma memória do passado: é um meio de transporte com potencial para melhorar a mobilidade do dia a dia dos portuenses. Há mais de 20 anos, durante a presidência de Nuno Cardoso, foi pensado um projeto para recuperar os elétricos tradicionais e devolvê-los à cidade como parte de uma rede funcional, prática e sustentável.
O objetivo era claro: não se tratava apenas de preservar um símbolo histórico, mas de colocar os elétricos ao serviço das pessoas — facilitando deslocações, aproximando bairros e oferecendo uma alternativa de transporte público amiga do ambiente.
Foram desenhadas duas linhas estratégicas.
– Uma ligação entre o Passeio Alegre, na Foz, e Matosinhos, reforçando a mobilidade entre zonas residenciais e de serviços.
– Um percurso interno pela Baixa, pensado para apoiar os portuenses no acesso ao comércio, às instituições e aos equipamentos centrais da cidade.
Apesar de os carris terem sido instalados e de infraestruturas terem sido preparadas, a verdade é que 24 anos depois, o projeto continua por concluir. Há locais onde nunca passou um elétrico, os equipamentos envelhecem sem utilização e a cidade perdeu uma oportunidade de modernizar o seu transporte público.
Este é um exemplo claro de como o Porto tem ficado para trás na concretização de soluções estruturantes. Os elétricos podiam hoje ser parte integrante de uma rede de mobilidade sustentável, mas continuam parados no tempo.
O movimento Porto Primeiro, liderado por Nuno Cardoso, quer devolver este projeto à cidade com seriedade e visão estratégica. Concluir a linha até Matosinhos e reativar os percursos pela Baixa não é apenas um investimento em transporte: é um compromisso com os portuenses, com a mobilidade acessível e com uma cidade que volta a andar para a frente.